Embarque conosco para a encantadora cidade de Guararema!
Neste circuito vamos conhecer um destino cultural pontuado por trilhos do passado às margens do Rio Paraíba do Sul. A influência da ferrovia na região e o restauro da nossa história através da consciência cultural são elementos a serem destacados ao longo do percurso.
🗓️ Previsto para 05.11.2022 (sábado)
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A volta das apresentações presenciais do coro do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) aconteceu em ritmo de celebração. O grupo de cantantes, sob a regência de William Guedes, participou da edição comemorativa de 10 anos do Encontro de Corais Vozes na Mantiqueira, realizado em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos. O evento, tradicional no calendário cultural da região, contou com apresentações gratuitas de corais de todo o Estado, entre os dias 26 e 28/08.
“Sentimos uma alegria muito grande em retomar nossas apresentações presencias após dois anos afastados por conta do isolamento social imposto pela pandemia. Ainda mais em um evento tão simbólico como esse, em que o Coral do TCMSP se apresenta desde a primeira edição. Foi uma demonstração de resistência do nosso grupo. Muitos corais acabaram ou diminuíram seus integrantes durante esse período e nós continuamos firmes graças a dedicação do regente e a vontade dos integrantes”, revelou o coordenador do Coral do TCMSP, Pedro Bispo.
Com figurino colorido e acompanhado pelo pianista Gustavo Fiel, o coro do TCMSP apresentou canções de seu repertório, como o samba “Feitiço da vila”, de Noel Rosa, a valsa “Queda do Império”, do cantor português Vitorino e “Despedida”, sucesso do cantor Roberto Carlos. Em “Nova Estação”, de Luiz Guedes e Thomas Roth, os coralistas fizeram uma ode à esperança e a novos tempos. “É nosso desejo de renovação e que todo esse período sombrio vá embora. Tenho muito amor e orgulho por esse grupo. Cada vez que nos aproximamos assim minha satisfação com a escolha da profissão se fortalece”, enfatizou o maestro William.
O Encontro de Corais Vozes na Mantiqueira reuniu 21 grupos de canto na praça Cônego Antônio Manzi e contou com o prestígio do público. A edição comemorativa teve entre os destaques o coro infantil e infanto-juvenil Contraponto, sob a regência de Denis Rodolfo Miranda, que apresentou canções como a popular italiana “Bella Ciao” e “It´s all right”, de Curtis Mayfield; e o Coral Cantares APVE, conduzido por Márcio Faria, com interpretação e afinação impecáveis das músicas “Bohemian Rhapsody“ e “Don’t stop me now”, de Freddie Mercury.
Idealizador do evento, o maestro Carlos Cerqueira encerrou a edição à frente do Coral Associação Sabesp. O coro, com figurino baseado no musical infantil “Os saltimbancos”, apresentou as canções de Chico Buarque inspiradas no conto “Os Músicos de Bremen”, dos irmãos Grimm.
A ASTCOM-SP parabeniza os campeões desta edição das Olimpíadas dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil. Em primeiro lugar os servidores do Rio Grande do Sul, em segundo lugar os do Rio de Janeiro, e em terceiro os do Amazonas.
O OTC NATAL 2022 foi realizado na capital do Rio Grande do Norte, contou com a participação de 1.108 servidores/atletas mais 337 acompanhantes de 27 Tribunais de Contas de todo o Brasil, o evento reúne um total de 1.445 participantes.
O TCMSP ficou na oitava colocação e foi representado por 41 atletas e com 27 acompanhantes numa delegação de 68 pessoas.
Independente do resultado, o evento foi muito positivo para integrar todos os servidores do país inteiro, estreitando os laços de amizade.
De 22 a 27 de agosto, acontecem em Natal, no Rio Grande do Norte, as Olimpíadas dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil. Com a participação de 1.108 servidores/atletas mais 337 acompanhantes de 27 Tribunais de Contas de todo o Brasil, o evento reúne um total de 1.445 participantes.
O TCMSP vem representado por 41 atletas e com 27 acompanhantes numa delegação de 68 pessoas. Mesmo com toda a competição envolvida, a ideia da integração com a troca de experiências e amizades, vem fortalecer ainda mais o sistema Tribunal de Contas, nessa reunião fraterna que já faz parte do calendário das Cortes de Contas do nosso país.
Escondida no alto da Serra do Mar, a vila de Paranapiacaba, distrito do município de Santo André, foi o local escolhido pela Associação dos Servidores do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (Astcom) para a retomada dos passeios culturais, dia 6/8, após hiato gerado pela pandemia da covid-19. O roteiro, que contou com ônibus turístico, guias locais e visitas a museus, levou associados e convidados a percorrerem as ruas da antiga vila ferroviária de reconhecido valor histórico, ambiental e arquitetônico.
Construída na primeira metade do século XIX, Paranapiacaba, “lugar de onde se avista o mar”, como descreveram os índios tupis que primeiro habitaram a região, foi criada para abrigar os operários da companhia britânica São Paulo Railway, responsável pela construção da ferrovia que ligaria o Porto de Santos a Jundiaí. Com o estímulo à indústria automobilística e o sucateamento das ferrovias no país, a vila foi sendo pouco a pouco esquecida pelo poder público até mais tarde ser tombada pelos conselhos de patrimônio federal, estadual e municipal e ser comprada pela prefeitura de Santo André.
Seu valor histórico foi sendo retomado pelo viés turístico e a vila passou a ser palco de uma programação diversificada que movimenta o comércio e divulga histórias e lendas contadas por descendentes dos ferroviários. Entre os principais eventos estão festivais de inverno e gastronomia, que aproveitam o clima frio e a tradicional névoa da região e receitas feitas com o cambuci, fruto abundante no local, e a convenção de bruxas e magos, que reúne amantes da natureza e da espiritualidade.
O passeio a pé pelas ruas de paralelepípedo da vila de arquitetura típica inglesa (com casas de madeira de pinho de riga) e ladeada por remanescentes da Mata Atlântica levou os visitantes a diversos pontos emblemáticos da região. O roteiro incluiu parada na Igreja de Bom Jesus, criada em 1889, no Museu Funicular, que exibe locomotivas da São Paulo Railway e objetos da antiga estação, no Museu do Castelo, casa onde morou o engenheiro-chefe da ferrovia com vista panorâmica da localidade, na Casa da família ferroviária, recriação das casas dos trabalhadores e no mercado central, que comercializa produtos feitos à base do cambuci. O agradável almoço incluiu no cardápio uma sobremesa feita com o fruto azedinho.
O chá da tarde encheu os olhos dos associados com bolos caseiros, torta, bolinho de chuva e pudim de pão, na hospedaria de Zélia Maria Paralego, que lançou recentemente o livro “Do Alto da Serra à Paranapiacaba”. A obra traz histórias dos antigos moradores e as transformações sociais que a vila atravessou entre os séculos 20 e 21.
Repleta de lendas e magia, Paranapiacaba reúne histórias que são recontadas pelos seus moradores. Stiff, guia local que acompanhou os visitantes, conta que para ele uma lenda pode ser caracterizada como “verdadeira” se partir de uma história real, tiver uma justificativa para existir e, claro, o tempero da fantasia.
Assim, até a tradicional neblina que cobre Paranapiacaba, o “fog” londrino que deixou os ingleses tão à vontade anos atrás, tem a sua “lenda verdadeira”. Servidores ativos e aposentados do TCMSP e seus convidados puderam entrar no clima da vila e caminhar nessa névoa de fantasia, chamada pelos habitantes de “véu da noiva”.
Segundo a lenda, Mariana, a bela filha de um ferroviário, foi deixada no altar da igreja matriz à espera do noivo, filho do engenheiro-chefe, que não apareceu no dia do casamento. Enlouquecida pelo abandono, a jovem passou a perambular pela cidade com seu vestido de noiva até descobrir que tudo se tratou de uma artimanha do engenheiro-chefe da ferrovia. O líder local havia prendido o filho na adega no dia do casamento e mais tarde despachado o jovem enamorado no primeiro navio rumo à Inglaterra.
De uma vila de clima aberto e ensolarado, Paranapiacaba passou a conviver com a neblina diária no momento em que a jovem se jogou de um despenhadeiro, buscando um ponto final para seu sofrimento. Desde então o extenso véu da noiva cobre as ruas porque Mariana ainda perambula em busca do seu amor.
O passeio cultural foi uma parceria da Astcom com a Graffit Turismo. A associação promove, desde sua criação, diversos eventos nessa seara. Aproveita a oportunidade para homenagear o trabalho realizado por muitos anos pelo servidor Rodolfo Coelho, falecido em 2021, à frente da diretoria cultural. Entusiasta do tema, Rodolfo promoveu inúmeros espetáculos teatrais e passeios que ficaram na memória dos associados. Também participou da comissão editorial do Jornal TribunaLivre, que circulou no TCMSP com apoio da Astcom. Rodolfo Coelho era escritor e publicou diversos livros de prosa e poesia.